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About a boy

28 fev

O primeiro livro de 2010 foi para mim uma grande e gostosa surpresa. Eu já conhecia o autor Nick Hornby,de quem já tinha lido High Fidelity e A long way down (ambos excelentes), mas não esperava que ele também soubesse ser… tocante.

É bem verdade que os outros dois livros dele que mencionei me proporcionaram aqueles momentos em que você simplesmente para de ler para refletir sobre o que o autor acabou de dizer. Não é toda história que consegue manter esse tipo de relação com o leitor.  São livros com os quais a gente se identifica. A gente quer ter a mesma coleção de vinil de Rob ou ser descolada como Jess.

No entanto, About a Boy parecia ser diferente desde o início. Ele seguia a linha de Nick Hornby, mas tinha alguma coisa de especial nele.  Pra mim, a leitura foi ainda mais singular porque ele seria presente de natal para alguém que perdeu a oportunidade de receber. Eu li o livro numa tentativa de ficar mais perto dessa pessoa e ao mesmo tempo sabendo que quando eu chegasse na última página não haveria mais nada de novo que pudesse nos unir. Eu acabaria o livro e assim colocaria um ponto final em tudo também. Claro que não foi bem assim que aconteceu, mas esse não é o tema desse post.

O que eu estou tentando dizer sobre About a Boy é que ele trata de temas como depressão, suicídio, fracasso e solidão de uma forma tão delicada, mas ainda sim real, que acaba se tornando um daqueles livros que você deve ler e reler sempre que sentir aquele vazio apertar mais um pouco.

Em poucas palavras, o livro conta a história de Will – um cara de 30 e poucos anos que é um fracasso em todas as áreas da vida-  e Marcus – um adorável menino que pode ser considerado, no mínimo, excêntrico. A amizade deles, ou como ela se constitui, é o que dá forma ao enredo. É o que traz um pouco de esperança para os leitores também.

***

Então, logo que acabei de ler o livro, fui ate a locadora em busca do filme. Parte do meu interesse pelo livro se deu pelo meu interesse pela adaptação no cinema. Eu amo filmes que foram adaptados de livros. Eu amo ler o livro, ver o filme e comparar aquilo que mudou, porque mudou, o que ficou igual e assim vai…

Eu já esperava que o filme seria bom, porque eu sabia que o roteiro tinha potencial. Mas eu não imaginava que eles iriam captar de maneira tão fiel toda a doçura que o livro apresenta.

Acho que essa é a palavra certa para definir cada um – doçura.

Hugh Grant não interpretou Will, ele virou Will. E o garoto prodígio Nicholas Hault é simplesmente o Marcus que eu sempre quis pra mim =)

Nick Hornby deve ter ficado bem satisfeito com seus personagens tomando vida no cinema. Bem, pelo menos eu ficaria =)

em tempo:

– Todos os livros de Nick Hornby são publicados e traduzidos no Brasil pela editora Rocco.

Welcome!

28 fev

O primeiro post, mas não o primeiro blog. O Café Cult é uma tentativa de falar sobre tudo aquilo que eu gosto, sem que eu transforme o blog em alguma espécie de journal.

Aqui pretendo escrever de tudo um pouco, as vezes em inglês, as vezes em português, mas sempre escrevendo sobre as paixões da vida.

Lembrando minha querida noviça Maria- Coisas que eu amo e são tudo pra mim!

É isso aí! Sejam bem-vindos!