Archive | janeiro, 2011

5 coisas que você deve saber sobre New York -Parte 1

22 jan

Um pouco antes de viajar pra NY, tinha decidido que escreveria um post pra cada dia em que eu estivesse lá. Eu tive acesso fácil à internet no hotel que fiquei hospedada e estava sempre online de madrugada, postando fotos no facebook e matando a saudade de quem estivesse on no Brasil. No entanto, eu completamente me esqueci do blog. E não atualizei nenhuma vez.

A boa notícia é que apesar de já ter passado uma semana desde a minha volta ao Brasil (uou! é muito muito tempo mesmo, believe me), é claro que tudo ainda está fresquinho na minha memória. Durante essa uma semana brasileiresca, relembrei cada passeio que fiz e cada lugar conheci e, não importa que tipo de conversa estou tendo (pode ser sobre como a transexual do BBB foi eliminada logo de cara ou sobre como os cientistas estão quase descobrindo a cura da AIDS) eu sempre acabo achando um jeito de citar New York no meio de tudo. As pessoas provavelmente já devem estar cansadas de ouvir coisas como “Lá em Ny…” ou “Quando estava em Ny…” ou ” Que saudade de NY…”, mas não há nada que eu possa a fazer a respeito disso.

É curioso também o fato de que muitas das coisas que eu conto sobre NY são as bizarrices ou curiosidades que encontrei lá. Este post é uma maneira de compartilhar 5 coisas que vieram à minha mente neste exato momento e que fazem de NY uma cidade ainda mais peculiar. Vou dividi-lo em 5 partes, porque ultimamente tem sido um martirio escrever qualquer coisa mais longa que um parágrafo. Então essa será a 1ª coisa que vc deve ser sobre NY.

Vamos lá então

O silêncio.

Assim que coloquei os pés no JFK senti uma vontade imensa de fingir que era o Frank Sinatra e começar a cantar “I wanna wake up in the city that doesn’t sleep”; como eu não tinha uma cartola e uma begala e não estava usando meus sapatos de sapateado me contentei em observar, boquiaberta, tudo ao meu redor. Como eu tinha saído do aeroporto de Guarulhos, foi um grande choque de realidade entrar no JFK e ver aquela calmaria que impregnava todos os lugares. Talvez fosse pelo fato de que eram 5 horas da manhã, mas a verdade é que logo que desembarcamos pegamos uma fila imensa de estrangeiros para entrar no país. E tudo estava calmo. No Mcdonalds do aeroporto nãos e ouvia um só tom de voz fora do normal. Foi uma delícia. Mas pensei que assim que eu colocasse os pés propriamente  em Manhattam , toda aquela loucura, aquele zum zum zum, aquela muvuca iria começar.

Foi só quando cheguei na Madison Avenue, já perto do hotel em que estava hospedada, que meu amigo Pablo muito sabiamente pontuou: “Que silêncio”.

Pois é, caros colegas, a cidade que nunca dorme é uma grande cidade silenciosa. A impressão do aeroporto se estendeu pelas ruas e pedestres e tudo era muito calmo, muito embora você percebesse o ritmo frenético de pessoas e carros passando, indo em direção a seus trabalhos ou qualquer coisa que o valha.  A Madison Av. é um lugar de trânsito de carros intenso, fica paralela à Park Av. e à 5th Av. que também estão sempre lotadas de carro, mas você não escuta nada. Simplesmente nada. Era comum escutarmos sirenes de ambulâncias, mas acho que esse é o tipo de barulho que não se pode evitar. O resto, porém, era um silêncio gostoso. Sem buzinas, gritos, vozes falando alto ou qualquer tipo de barulho que estamos acostumados aqui em SP .

Então, lição número aprendida em NY city- você pode ser a cidade do agito, sem que seja barulhenta. Amei =D